RUSSIA/UCRÂNIA/EUAOTAN- fevereiro de 2022 Uma colega de faculdade pediu minha opinião sobre essa questão. Eis o que lhe disse, 14/02/2022 Olha, M., contrariamente ao senso comum, a viagem dele, como presidente do Brasil, à Rússia, faria sentido SE ele fosse ciente da importância da Rússia para nós e para o contexto de esforços em favor da distensão das relações internacionais.…
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A ANTÁRTIDA E A FAZENDA DO PAIOL: AS ÚLTIMAS FRONTEIRAS
VIVÊNCIAS Navegávamos há14 dias pelo Atlântico Sul, de águas frias apesar de estarmos em inícios do verão, ao longo da costa meridional do Brasil e, em seguida, da costa argentina. O «Barão de Tefé», navio oceanográfico feito navio polar da Marinha do Brasil, atravessava, com alguma humildade e muita galhardia, entre narigadas de proa e orelhadas de bombordo e boreste,…
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VIVÊNCIAS-VIII-AS AMÉRICAS-DE WASHINGTON A ASSUNÇÃO A BUENOS AIRES
VIVÊNCIAS X-AS AMÉRICAS: DE WASHINGTON A ASSUNÇÃO A BUENOS AIRES (i) WASHINGTON. D.C.-EUA Em um belo dia de fins de outono, recém chegado a Washington D.C., recebo em meu cantinho de Terceiro-Secretário na embaixada a chamada telefônica de minha mulher, que vinha buscar-me ao final do expediente: –Fogo! Corre, desce! Nosso carro tá pegando fogo, aqui mesmo, em frente à…
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VIVÊNCIAS-VII-LISBOA- A COMUNIDADE DOS PAÍSES DE LÍNGUA PORTUGUESA-CPLP
VIVÊNCIAS X-LISBOA. A COMUNIDADE DOS PAÍSES DE LÍNGUA PORTUGUESA—CPLP A Comunidade dos Países de Língua Portuguesa-CPLP é uma organização internacional sediada em Lisboa. É um desafio falar da CPLP, uma iniciativa que mexe com muitos arquétipos: viagens e descobrimentos, impérios, metrópoles e colônias, liberdades e desconfianças, criatividade, lideranças e democracias, vizinhanças e distâncias, igualdades e desigualdades. Será vista como arranjo…
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NATAL CINZENTO, OU A MORTE DO MARQUÊS DO RIO DAS VELHAS E OS DUENDES DA RUA LARGA DE SÃO JOAQUIM
Conto dedicado ao querido amigo e colega , o embaixador Luís Cláudio Villafane Gomes dos Santos, e a sua obra «Juca Paranhos, o barão do Rio Branco», lida e relida com muito prazer e aprendizado. O tempo soprou na brisa fria, ouvi a voz que dizia, Eu sou o Rio das Velhas, meu berço é Minas Gerais, O rio segue,…
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A REFEIÇÃO A SÓS: MUITO PRAZER-PARTE XXVII-FAKE NEWS E O DILEMA DA SIMULTANEIDADE
A REFEIÇÃO A SÓS: MUITO PRAZER-PARTE XXVII- FAKE NEWS E O DILEMA DA SIMULTANEIDADE Diz a filosofia da linguagem, de Locke a Saussure—e o sábio Millôr Fernandes também—que nosso pensamento é livre. Pensamos simultaneamente, mas quando falamos, falamos uma coisa de cada vez. A linguagem é linear, como sabemos da linguística. Talvez só os poetas consigam escapar a essa linearidade…
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A REFEIÇÃO A SÓS: MUITO PRAZER-PARTE XXVI- MARTE, ANO 2230
Marte, ano 2230. Uma mineração de ouro próxima ao polo sul do planeta. Hora do almoço. O astronauta brasileiro Josimar, em inspeção à área dos túneis da mina, senta-se no banco de uma praça aberta, para fazer sua refeição solitária. Sente-se cômodo, tem os movimentos livres. Está protegido pela «geleia cósmica». Há muito que os astronautas não usam, nos espaços…
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REFEIÇÃO A SÓS: MUITO PRAZER-PARTE XXV-UMA IDEOLOGIA ESTRANHA
A refeição solitária, por mais que ofereça prazeres extraordinários, parece cercada por um tabu nascido de estranha ideologia. Tende a identificar-se por meio de valores negativos, associados a noções tais como solidão, desprezo, inferioridade, reclusão, pobreza, falta de sociabilidade ou inapetência gregária, individualismo, patologias diversas, medo. Ou bem será vista, do ponto de vista formal, da «narrativa», para ficar na…
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REFEIÇÃO A SÓS: MUITO PRAZER-PARTE XXIV – SERÁ MAIS SABOROSA A REFEIÇÃO A SÓS?
SERÁ MAIS SABOROSA A REFEIÇÃO A SÓS? Observemos a pessoa que come a sós mais de perto, nessa correlação com os demais, o público ao seu redor. Não há diferenças na comida ou na bebida entre o comedor solitário e o grupo ao seu redor. Ou há? Sim, as evidências indicam que o comensal solitário come e bebe melhor. Mesmo…
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COMER A SÓS: MUITO PRAZER-PARTE XXIII-O QUARTO DE EMPREGADA DOMÉSTICA-RACISMO, ESCRAVIDAO, COLONIALISMO
A REFEIÇÃO SOLITÁRIA: MUITO PRAZER-PARTE XXIII. O QUARTO DE EMPREGADA: RACISMO, ESCRAVIDÃO, COLONIALISMO « Pourquoi me réveiller, ô souffle du Printemps…» («porque me despertar, oh sopro da primavera») (versos de Ossian/Macpherson, lembrados no Werther, de Goethe, e na bela ária da ópera homônima, de Massenet. Há um tipo de refeição solitária com características próprias, e que merece atenção especial:…